quinta-feira, 10 de março de 2011

Mães abençoe os seus filhos


podemos fazer uma linda e poderosa oração e, com ela, resumir todo
o nosso amor: “O Senhor te abençoe e te guarde;
o Senhor faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha
misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante o rosto
e te dê a paz” (Números 6.24).

“Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de
sorte que não se compadeça do filho do seu ventre?
Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia,
não me esquecerei de ti.” (Isaías 49.15.)

No Egito, a situação era muito difícil. Faraó havia
baixado uma lei segundo a qual toda criança
do sexo masculino que nascesse teria de ser morta.

Por isso, o fato de uma mulher estar grávida
não gerava nela alegria, mas medo e apreensão.
“Foi-se um homem da casa de Levi e casou com
uma descendente de Levi. E a mulher concebeu e
deu à luz um filho; e, vendo que era formoso, escondeu-
o por três meses.” (Êxodo 2.1-2.)

A esse menino foi dado o nome de Moisés.
Quando ele nasceu, Joquebede deveria tomar
seu filhinho nos braços, acariciá-lo e amamentálo
com alegria. Entretanto, tolhida desse prazer
porque havia a lei de Faraó, ela pôde ficar com
seu bebê por apenas três meses, foi o tempo que
conseguiu escondê-lo. Então, o que fez Joquebede?
Ela teceu um cesto de junco, calafetou-o
com betume e piche, colocou Moisés ali dentro
e o largou nas águas do rio Nilo. Podemos imaginar
como estava o coração daquela mãe ao pegar
seu filhinho tão amado e abandoná-lo, dentro de
um cesto, nas águas do rio Nilo. Mas Deus tinha
um plano para vida de Moises.

Não existe uma pessoa sequer que nasça neste
mundo por acidente. Ninguém nasce sem o
consentimento de Deus. Todos os seres humanos
são alvo da graça de Deus, do seu amor e da sua
vontade. Algumas pessoas se revoltam com certas
situações e lamentam: “Meu Deus, por que isto
está acontecendo?” Joquebede também deve ter
se inquietado e sofrido muito por ser obrigada a
viver aquela situação.

Contudo, em vez de se revoltar, ela acreditou que Deus tomaria conta do
seu filho e certamente orou: “Senhor Deus, meu
filho está inteiramente em tuas mãos”. E colocou
o menino no rio. O Espírito do Senhor iria guiar
aquele pequeno cesto.

Há muitos pais e mães que não querem soltar
seus filhos e, assim, deixam-nos morrer. Como
isso acontece? Deus é um Deus criativo e usa
situações paradoxais para nos ensinar e até para
salvar pessoas. Quando os pais querem que seus
filhos sejam salvos, que sejam libertos, mas não
permitem que Deus aja de acordo com a sua
perfeita vontade, é como se dissessem: “Os filhos
são meus. Eu não os largo de jeito nenhum. Se eles
tiverem de sofrer, prefiro que Deus não trate com
eles.” Esses pais, até mesmo sem terem consciência
disso, estão dedicando seus filhos a falsos deuses.
Por isso, eles vão crescendo com a maldição
advinda daqueles deuses. Desse modo, haverá
morte ao invés de vida (Provérbios 14.12).

Se a mãe de Moisés quisesse ficar com o
neném em casa, teria de abafar seu choro. Daí
a pouco, ele cresceria mais e não seria fácil escondê-
lo. Moisés, inevitavelmente, seria morto.
Mas, no momento em que ela abriu mão de seu
filho, quando ela o colocou no rio e orou “Pai, em
tuas mãos está a vida do meu filho, em tuas mãos
entrego o meu filho”, o que aconteceu? Ela deu
liberdade para o Senhor agir. E Deus agiu. Ele nos
deu o livre arbítrio, por isso, porque temos o direito
de dizer: “Senhor, não quero sua interferência”,
muitas pessoas não recebem as bênçãos que
Deus tem para elas.

Quando retemos nossos filhos como se fôssemos
donos deles, pensamos que os temos, mas
na verdade nós os perdemos a cada dia. Quando,
porém, abrimos mão deles para o Senhor, aí é
que os temos realmente, porque Deus trata com
cada um e permite que convivamos com eles e
desfrutemos uma linda vida em família.

Foi a própria mãe de Moisés quem cuidou dele
até a fase adulta, porque a filha de Faraó se banhava
no rio quando viu o cesto. Então, mandou
sua criada buscá-lo e viu que era uma criança:
“Desceu a filha de Faraó para se banhar no rio, e
as suas donzelas passeavam pela beira do rio; vendo
ela o cesto no carriçal, enviou a sua criada e o
tomou. Abrindo-o, viu a criança; e eis que o menino
chorava. Teve compaixão dele e disse: Este é menino
dos hebreus. Então, disse sua irmã à filha de Faraó:
Queres que eu vá chamar uma das hebréias que sirva
de ama e te crie a criança? Respondeu-lhe a filha
de Faraó: Vai. Saiu, pois, a moça e chamou a mãe
do menino. Então, lhe disse a filha de Faraó:

Leva este menino e cria-mo; pagar-te-ei o teu salário. A
mulher tomou o menino e o criou. Sendo o menino
já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, da qual passou
ele a ser filho. Esta lhe chamou Moisés e disse:
Porque das águas o tirei.” (Êxodo 2.5-10)

Joquebede, mãe de Moisés, cuidou dele e, mais do que isso, recebia salário da parte da filha de Faraó. Nada faltava para Moisés.
A criança cresceu como filho de Faraó.
Que bênção Deus preparou para aquela família! Moisés foi colocado
em um cesto, nas águas do rio Nilo; e aquelas
águas o levaram ao cumprimento da vontade de
Deus para ele.

Hoje, você não vai pôr seu filho em um cesto
e colocá-lo em um rio. Há dois mil anos, o Filho
de Deus foi colocado em um madeiro, numa rude
cruz – este é o lugar onde você deve colocar seu
filho diariamente.

Aquele cesto simboliza a cruz; as águas do
rio Nilo, a presença do Espírito Santo. É quando
navegamos nas águas do Espírito que a perfeita
vontade de Deus se cumpre em nossa vida.
Quantos pais agem assim na certeza de que,
consagrados ao Senhor, seus filhos crescerão
para honra e glória de Deus, nosso Pai, para a felicidade
deles e da família. Consagre seus filhos
ao Senhor!

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